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25/07/2018 - 18h42

CRF-RS lança campanha Prescrição com Letra Ilegível não é Legal

Projeto fará um levantamento das prescrições do Estado. Farmacêuticos já podem enviar pelo Acesso Restrito cópias de receitas ilegíveis e fora dos padrões, desde que observados itens obrigatórios que podem ser conferidos abaixo, como a supressão dos dados do paciente.

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CRF-RS lança campanha Prescrição com Letra Ilegível não é Legal

As consultas com profissionais da saúde geram recomendações ao paciente, muitas vezes de forma escrita, onde constam cuidados e terapêuticas que ele deve seguir para melhorar sua condição de saúde. Assim, é vital que as orientações estejam claras para os profissionais que irão dispensar os cuidados e insumos necessários. E como nem sempre as prescrições se apresentam dessa forma, tendo em vista os inúmeros relatos que o Conselho recebe de farmacêuticos que observam a ilegibilidade e a falta de itens obrigatórios nos documentos, o CRF-RS desenvolveu o projeto "Prescrição com letra ilegível não é legal".

Pelo Acesso Restrito, os farmacêuticos agora podem mandar cópias de receitas ilegíveis e fora dos padrões de informações orientadas pelas entidades médicas e sanitárias. No entanto, é fundamental observar o Termo de Ciência e Responsabilidade lá presente, onde o profissional atesta estar ciente de que deve suprimir os dados do paciente e também que os itens obrigatórios das receitas são: cabeçalho, superinscrição, inscrição, subinscrição, adscrição, data, assinatura e número de inscrição no Conselho Profissional. Cabe ressaltar que, no intuito de preservar o anonimato dos farmacêuticos, os dados dos profissionais que enviarem as prescrições ao CRF-RS não serão expostos a ninguém.

"Os farmacêuticos devem fazer uma avaliação completa da prescrição, incluindo sua legibilidade, tendo o dever de intervir quando qualquer dúvida se fizer presente e orientar o paciente", destaca a presidente do CRF-RS, Silvana Furquim, que completa. "Quando a prescrição é ilegível, tanto os profissionais que irão dispensar o tratamento, quanto o próprio paciente, podem ser afetados por problemas, como a não adesão ou ineficácia do tratamento. Com esta campanha, faremos um levantamento do perfil das receitas no Estado, e os resultados serão apresentados às entidades de saúde para posteriores iniciativas de sensibilização junto aos profissionais, sempre com o foco no bem-estar da população."