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07/08/2018 - 13h26

Investimento em pesquisa não é gasto: não ao corte de orçamento da Capes

Proposta orçamentária do governo federal deve comprometer milhares de bolsas de pesquisa científica, projetos de formação e programas de cooperação internacional, trazendo prejuízos para o dia a dia e o futuro da população brasileira, inclusive na área da saúde.

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Investimento em pesquisa não é gasto: não ao corte de orçamento da Capes

O CRF-RS manifesta preocupação com o alerta divulgado pela presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última semana, onde foi destacado que a redução no aporte de recursos em 2019 ao Ministério da Educação deve impactar negativamente nas pesquisas em nível de pós-graduação no Brasil. Como salientou a entidade, tal corte de verbas tende a interromper milhares de bolsas e paralisar projetos de pesquisa, além de afetar as relações diplomáticas brasileiras no campo da educação superior. 

O conselheiro regional do CRF-RS Diego Gnatta lembra que os investimentos em pesquisas cresceram nos últimos anos, porém foram reduzidos recentemente, especialmente com a aprovação da emenda constitucional nº 95/16, do teto dos gastos públicos. “Orçamentos como o da saúde e educação, setores importantes do desenvolvimento nacional, estão perdendo poder financeiro. Com isso, milhares de bolsistas de pós-graduação, entre mestrandos, doutorandos, pós-doutorando, professores com produção científica têm seus trabalhos comprometidos, e a profissão farmacêutica é uma das que mais apresenta pesquisadores nas universidades”, disse.

Segundo ele, investimentos em pesquisa não são gastos, pois se precisa disso para desenvolver produtos, serviços e gerar qualidade de vida para a população. “As universidades, professores de ensino superior, entidades organizadas, ONGs estão se mobilizando em torno da nota da Capes, para que a gente consiga reverter esse orçamento do Ministério da Educação e se siga produzindo ciência no país, defendendo a soberania nacional”, afirmou. 

Gnatta ressalta que as áreas de fármacos, medicamentos, análises clínicas e PICs possuem muita pesquisa em desenvolvimento no Brasil, um país riquíssimo em fauna e flora, e que as universidades nacionais, especialmente as públicas e comunitárias, utilizam esse arsenal para desenvolver novos medicamentos e vacinas. “Quando a gente pensa em retirada de recursos públicos para pesquisa, isso afeta diretamente a vida de todo brasileiro. Entidades como a Fiocruz e as universidades federais, inclusive com o desenvolvimento de novas tecnologias de saúde, ficam comprometidas. Existe toda uma ciência aplicada que tem resultado direto num curto espaço de tempo na sociedade e outras pesquisas básicas que são a base para descoberta de curas de doenças e novos medicamentos”, observa o conselheiro.

O entendimento é compartilhado pela presidente do CRF-RS, Silvana Furquim, que além de sublinhar os efeitos da medida no desenvolvimento de produtos e serviços para a sociedade, assinala as consequências negativas na formação dos professores brasileiros. “Este cenário de falta de estímulo à ciência nacional representa também um problema para a capacitação dos docentes, que são figuras responsáveis pela formação dos novos profissionais. Os prejuízos em vista não são apenas para o cotidiano, mas para o futuro de nossa sociedade, por isso precisamos nos posicionar contra ao corte de orçamento da pesquisa científica no país”, relatou. 






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