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01/10/2018 - 19h12

Consulta farmacêutica é destaque em FnP de Porto Alegre

Modelo de atendimento diferenciado no Farmacêutico na Praça permitiu detectar pacientes que apresentavam problemas por consumir medicamentos de forma inadequada e por conta própria, ou mesmo hipertensos que ignoravam a necessidade de seguir com o tratamento. Ação gerou prescrições farmacêuticas sobre cuidados em saúde e bem-estar, encaminhamentos médicos e mesmo a serviço de emergência. 

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Consulta farmacêutica é destaque em FnP de Porto Alegre

Para encerrar a 7ª Semana do Farmacêutico, o CRF-RS promoveu no Parque da Redenção, na capital gaúcha, uma edição especial do Farmacêutico na Praça neste domingo, 30. Conforme explica o assessor da diretoria do Conselho, Rodrigo Pinto, esta foi a primeira vez em que foi realizada a consulta farmacêutica de forma completa, onde o mesmo profissional realizava o acolhimento, atendia, media a pressão e a glicose e fazia a intervenção junto com a prescrição farmacêutica. 

Na oportunidade, o farmacêutico voluntário no evento, que havia cursado anteriormente a Qualificação em Serviços Farmacêuticos desenvolvida pelo CRF-RS, avaliava o que o paciente entendia sobre sua saúde de modo geral, mencionando problemas que achava que possuía, como ele utilizava os medicamentos e o grau de adesão ao tratamento. “Se o paciente dissesse não ter Diabetes, ele aplicava um instrumento de rastreamento para ver a chance do mesmo desenvolver a condição em 10 anos. Tinha também alguns questionamentos, segundo o Guia Alimentar da População Brasileira”, informa Rodrigo, ressaltando que também era feita a avaliação do paciente em relação ao seu cuidado com a doença.

“Para o paciente hipertenso ou diabético, era perguntado se ele tinha ido ao oftalmologista, se cuidava do pés, se tinha feito os exames há menos de seis meses, assim como o que o médico pediu no exame. Questionava ainda se o paciente fumava ou bebia, usava insulina ou media a pressão em casa e se já havia passado mal por causa de glicose alta ou baixa”, relatou.

Depois dessa avaliação, o farmacêutico ainda detectava alguns sinais de alerta, como medicamentos que pedem maior cuidado para o uso, duplicidade terapêutica, necessidade de inclusão de medicamento ou aumento de dose do medicamento que já era utilizado. Em seguida ao fazer essa avaliação, ele discutia o caso com o farmacêutico preceptor. “Então essa foi a grande novidade deste Farmacêutico na Praça, onde 11 farmacêuticos clínicos com experiência estavam assessorando os farmacêuticos que realizavam os atendimentos. Todos os casos foram discutidos com farmacêuticos preceptores, onde se definia a conduta a ser tomada com cada paciente.”

E diversas situações apareceram graças a esse atendimento mais aprofundado e qualificado. “Tivemos o caso de um paciente que teve um problema no pé há 20 anos e disseram que isso era gota, então ele usou um medicamento para isso por duas décadas sem consultar com um médico se aquilo era realmente gota”, relata Rodrigo, salientando que também houve outro caso importante de paciente com problema respiratório, onde o médico prescreveu um medicamento que causou reação adversa e a paciente substituiu tal medicamento por conta, passando a usar outro medicamento para passar no nariz, com outro princípio ativo, o que também gerou efeito adverso. 

“Ela também estava se confundindo se deveria utilizar ou não, então esses dois pacientes foram encaminhados aos médicos. Mas o caso mais grave encontrado foi de um paciente que sabia ser hipertenso e já tinha enfartado uma vez e não usava nenhum medicamento para a hipertensão e nem para a prevenção do enfarto”, disse o assessor do CRF-RS, lembrando que esse paciente foi encaminhado ao serviço de emergência e consulta médica em seguida. Por outro lado, segundo Rodrigo, também foram encontrados pacientes que tinham problemas de saúde sérios, mas que estavam bem acompanhados pelo sistema de saúde.

“Em suma, o evento bem aceito pelos pacientes, inclusive com gente relatando que nunca havia tido uma consulta desse tipo com nenhum profissional de saúde, então apesar do tempo de espera na fila ser um pouco maior, justamente pela complexidade da consulta, a maioria dos paciente saiu contente. Todos que precisavam de aumento de dose, troca de medicamento ou reação adversa saíram com encaminhamento ao médico, ou uma prescrição farmacêutica com orientações básicas de alimentação e adesão”, afirmou.


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