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01/11/2018 - 16h47

Vencedora do Prêmio Sérgio Lamb 2018 acredita na comunicação como principal ferramenta para bons resultados

Agraciada com o prêmio na categoria Indústria, Helen Cristina Pedroni sempre se interessou pela área farmacêutica e, hoje, coordena a gestão da área industrial no Laboratório Saúde. 

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Vencedora do Prêmio Sérgio Lamb 2018 acredita na comunicação como principal ferramenta para bons resultados

“Como aquelas pílulas mágicas conseguem solucionar problemas de saúde tão sérios?” se perguntava a jovem Helen Cristina Pedroni. Hoje, 15 anos após a sua formatura em Farmácia com ênfase em Farmácia Industrial pela UFRGS, a farmacêutica venceu o prêmio Sérgio Lamb 2018 na categoria Indústria. 

Segundo Helen, o que chamou a sua atenção durante a faculdade foi “o processo produtivo de um medicamento, desde a síntese orgânica do fármaco até sua incorporação em formulações gerando as formas farmacêuticas”. Sobre desafios para a área de atuação, a profissional afirma que a todo processo precisa ser avaliado visando redução de custos, melhorias em produtividade sem perder qualidade.

Confira um pouco mais sobre a história da vencedora do prêmio Sérgio Lamb 2018

 

CRF-RS: Farmácia sempre foi sua opção de carreira?

Helen: Sempre. Desde pequena sempre tive curiosidade em entender como aquelas "pílulas mágicas" conseguiam solucionar problemas de saúde tão sérios. A partir desta curiosidade, já no ensino médio, me interessei muito pelas disciplinas de Química e Biologia me levando a prestar vestibular para Farmácia. Já na Universidade, o processo produtivo de um medicamento, desde a síntese orgânica do fármaco até sua incorporação em formulações gerando as formas farmacêuticas sempre despertaram muito meu interesse.

 

CRF-RS: Como você ingressou na área que você atua hoje?

Helen: Em 2008, com o objetivo de concluir a especialização em Farmácia Industrial pela UFRGS, ingressei no Laboratório Saúde, indústria farmacêutica nacional que atuo até hoje, como estagiária do setor de desenvolvimento de produtos. Neste estágio, vivenciando na prática todas as etapas do desenvolvimento de um novo produto, desde a geração de seu conceito, passando pelas análises de viabilidade técnica e comercial, até o scale up (passagem de escala de um lote laboratorial para o primeiro lote industrial) tive a certeza que esta seria a área de atuação que eu seguiria. Em 2010 assumi a coordenação do setor de PDI (pesquisa, desenvolvimento e inovação) e, em 2013, quando me foi ofertada a gestão da área industrial, senti-me preparada e aceitei o desafio.

 

CRF-RS: Como foi a sua trajetória na área até ganhar o prêmio?

Helen: Atuando como gerente industrial desde 2013, sou responsável pelos setores de controle de qualidade, produção, logística e manutenção. Como estas são áreas tecnicamente muito distintas, para realizar uma adequada gestão, preciso estar constantemente atualizando-me em normativas e capacitando-me em assuntos técnicos específicos e variados, o que me proporciona a interação com os diferentes elos da cadeia farmacêutica: fabricantes, fornecedores, prestadores de serviço, entidades de classe, órgãos reguladores, clientes, entre outros. Estas interações deram-me subsídios para tornar-me uma profissional multidisciplinar reconhecida na área industrial, culminando com o prêmio Sérgio Lamb recebido com muito orgulho.

 

CRF-RS: Que desafios futuros você vê para a área?

Helen: Considero que o principal desafio da indústria farmacêutica é conciliar as melhorias em processos e produtos à rígida regulamentação sanitária que envolve o setor. Todo processo produtivo industrial precisa ser constantemente avaliado visando redução de custos, melhorias em produtividade sem, entretanto, perda de qualidade. Neste sentido, aliar as melhorias impulsionadas pela evolução da indústria às leis e demais normativas sanitárias, cada vez mais específicas e com particularidades variadas, é um desafio ao profissional que atual no âmbito industrial.

Ao longo da minha carreira profissional já enfrentei inúmeros desafios dentre os quais merecem destaque a necessidade de desenvolver metodologias e habilidades para lidar com as frequentes alterações em regulamentações sanitárias e, sem dúvida, o maior de todos, o constante desafio de lidar com as pessoas. Mesmo que atue em uma área industrial que não envolve, de forma direta, a prestação de serviço, bons resultados só podem ser alcançados com pessoas engajadas e dedicadas aos processos produtivos.

 

CRF-RS: Que diferencial você acha que têm em sua atuação?

Helen: Sou muito pró-ativa e atenta ao mercado industrial farmacêutico e suas constantes evoluções e oscilações. Estas características me permitiram desenvolver uma visão estratégica e sistêmica de toda cadeia produtiva que me auxilia na tomada de decisões e na abordagem das dificuldades que surgem. Além disso, creio que tenha um bom relacionamento interpessoal. Acredito que se as pessoas sabem o motivo pelos quais devem executar suas atividades, estão envolvidas com o propósito, apresentam melhor desempenho. Neste sentido, sempre procuro ser muito clara nos objetivos da gestão industrial. Converso, explico, ouço e apoio no desenvolvimento de métodos. A comunicação é, sem dúvida, a principal ferramenta para a obtenção de bons resultados.

 

CRF-RS: Qual a importância de ganhar um  prêmio como o Sérgio Lamb?

Helen: Receber o prêmio Sérgio Lamb me proporcionou muita alegria e satisfação por ser um reconhecimento de um trabalho realizado com dedicação e comprometimento na minha área de atuação. Além disso, este prêmio impulsiona-me a continuar atuando de forma pró-ativa visando auxiliar o desenvolvimento e evolução da indústria farmacêutica nacional e dos profissionais que nela atuam.


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