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04/12/2018 - 16h07

Divulgados os primeiros resultados da campanha do Uso Racional de Medicamentos 2018

Dados da campanha obtidos em maio de 2018 foram apresentados na última sessão da Plenária do CRF/RS.

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Divulgados os primeiros resultados da campanha do Uso Racional de Medicamentos 2018

Lançada em abril de 2018, a campanha do Uso Racional de Medicamentos 2018 focou nos pacientes polimedicados (pacientes que usam 5 ou mais medicamentos e que pegam pelo menos um deles na rede pública do SUS) e como o papel do farmacêutico é essencial para promover a adesão ao tratamento destes pacientes e orientá-los.  

Então, os CRFs, em parceria com o Conselho Federal de Farmácia, além de 11 universidades gaúchas e farmácias públicas ao longo do Estado, realizaram uma pesquisa exploratória para conhecer melhor a impressão de como os pacientes polimedicados entendem o acesso e como utilizam seu tratamento. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira, 3, em sessão de Plenária do CRF/RS. 

Ao total, foram 1.223 pacientes polimedicados que responderam o questionário em nível nacional, em sua maioria do gênero feminino, na faixa etária entre 60 e 69 anos, com problemas de hipertensão. Entre os medicamentos mais citados pelos pacientes no questionário, no topo, está o AAS. No entanto, estudos recentes demonstram que ele não é tão efetivo para problemas cardiovasculares, causando mais riscos que benefícios.

Outro ponto constatado pela campanha foi de que o paciente não consegue retirar os medicamentos com antecedência. Ou seja, o problema nem sempre é falta de medicamentos, como explica o assessor do CRF/RS e membro da Comissão Organizadora da campanha, Rodrigo Silveira Pinto: “O problema é quando o paciente vai pegar o medicamento. O paciente não consegue se antecipar e pegar o remédio antes que acabe, muitas vezes porque o sistema da Farmácia Popular ou da Prefeitura local não permite. Então, se o medicamento acaba em um feriado ou em algum dia especifico que a pessoa não possa ir, ela fica ser tomar o medicamento”, comenta. 

Ao final, segundo Rodrigo, o que ficou constatado com a campanha foi que: “as pessoas têm acesso, tomam o medicamento, mas elas não sabem para o que elas estão tomando”.  Rodrigo finaliza: “as pessoas fazem um uso cego dos medicamentos. Elas seguem a prescrição sem uma avaliação do que realmente elas estão tomando”. 






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